sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Relógio - dias















Relógio implacável
Sempre marcando
O tempo...
Os dias continuam
Sua sequência...
Ano Novo,
Esperança!
Apesar da continuidade
Dos dias,
Da marcação implacável
Do relógio,
Esperança, esperança,
Viva, atuante
No coração do homem!!!









Concita
30/12/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Enigma









Sol e lua, 
Lua e sol
O que dizem?
          Aquecimento, suavidade,
          Perseverança no trabalho,
          Luz para todos?



 







Praia e sertão,
Sertão e praia,
O que revelam?
          Diferença no viver,
          Obstáculos, realizações,
          Dignidade em ambos?












Serras e montes,
Montes e serras,
O que encerram?
          Solidariedade, resistência,
          União entre os diferentes,
          Direito para todos?



 







Ventania e brisa,
Brisa e ventania,
O que significam?
          Rapidez, brandura,
          Diversidade de ação,
          Momento de reflexão?
                   
                                                     









Árvores e arbustos,
Arbustos e árvores,
O que proclamam?
          Vida, firmesa,
          Serviço constante,
          Trabalho para todos?












Rochedo e pedregulho,
Pedregulho e rochedo,
O que mostram?
          Magnitude, simplicidade,
          Comunhão de bens,
          Não à discriminação?












Mares e rios,
Rios e mares,
O que comunicam?
          Afirmação, agilidade,
          Energia persistente,
          Coragem para todos?












Nascente e poente,
Poente e nascente,
O que celebram?
          Brilho, sombra,
          Sequência, entrosamento,
          Certeza de justiça?



Concita
10/06/2005

domingo, 20 de novembro de 2011

O homem

Naquela oficina distante
Impera o ócio,
O desânimo.
As ferramentas dormindo,
As máquinas concentradas
Em si mesmas,
Nada produzem.
Sem ferramentas,
Sem máquinas,
O homem incapacitado
De produzir algo concreto,
Concentrado em si mesmo
Produz pensamentos,
Opiniões, indagações.
O ócio aparente
Se torna atuante,
Verdejante...


Concita
10/02/1984.

sábado, 19 de novembro de 2011

Talhas--Jarras--Cântaros

As talhas falam com emoção
Do velho, do novo, do mundo, de nós.
As jarras ouvem com atenção e pedem
Aos cântaros que cantem uma canção,
Canção mensagem, que fale
Do velho, do novo, do mundo, de nós, da salvação!

Concita
31/03/2000







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://is.santamaria.eresmas.net/Cantaros.JPG

A poeira

A poeira do chão
Voa com o vento.
Sobe, sobe,
Recebe o sol,
Fica iluminada,
Esquece a vida apagada...

Concita
10/09/1989

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Por que não imitar?

Humanidade!
Por que não imitar,
As formigas que trabalham
Em sociedade organizada?
Humanidade!
Por que não imitar
As formigas que trabalham
Com sensibilidade afetiva?
Humanidade!
Por que não imitar
As formigas que trabalham
Com objetivo comum?
Humanidade!
Por que não imitar
As formigas que trabalham
Em comunicação constante?
Humanidade!
Por que não imitar
As formigas que trabalham, trabalham,
Se respeitam e não se matam?

Concita
13/11/2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Produção negativa














A máquina voraz trabalha
Produzindo sons ininterruptos,
Na surdez aos apelos humanos,
Na indiferença perante
A destruição da natureza.
A máquina voraz trabalha
Deixando o homem moderno
Surdo, cego, mudo.
A máquina voraz trabalha
Transformando sempre
O homem num robô,
Num ser programado,
Num indivíduo codificado.
A máquina voraz trabalha
Deixando o homem moderno
Vazio, perdido, aloucado...

Concita
21/08/1980

sábado, 15 de outubro de 2011

Braços vigorosos

Braços vigorosos surgirão
No caminho da vida.
Braços vigorosos farão
Tudo mudar,
As ondas do rio
Em ondas do mar.
As estrelas do céu
Em estrelas do mar.
O grito humano
Em fita magnética,
Que vai gravar,
A voz da bonina,
O suspiro do ar,
O barulho da alma
Que está a chorar.
E quem a fita escutar
Há de perguntar:
-Como pode a fita
Esses sons gravar?

Concita
08/01/1977



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aprovação

A raiz prende
A planta no chão,
Sem a sua aprovação.
Por que o homem
Pede ao povo
Sempre aprovação?
Será que não sabe
Viver só com sua razão?

Concita
08/04/1976

Simplesmente sol
















O sol pensou
E compreendeu,
Que não é bom
Todo tempo brilhar.
Devagar foi embora,
Devagar foi embora...
Deixando a lua
Chegar!


Concita
21/07/2011

sábado, 1 de outubro de 2011

A granada

O estilhaço da granada   
Acaba com a vida.
A granada da vida
Quando explode
Estilhaça o homem,
Tira o sentido da vida.
O estilhaço da granada,
A granada da vida,
Tudo acaba,
Tudo liquida...


Concita
25/0/1977

Ingratidão

O pavio foi aceso,
O fósforo apagado,  
Jogado no chão...
É assim mesmo
A ingratidão!

Concita
28/07/1977


Nuvem ligeira












Nuvem branca
E ligeira
Que passa no céu
A esvoaçar,
Lembra a alegria
Da gente
Quando vive pouco
E se vai a esvoaçar!

Concita
2/05/1976

Sol ardente

O sol ardente    
Muito quente
Que na seca
Tudo acaba,
É o mesmo sol
Que tanto agrada
Quando enxuga
A terra molhada!

Concita
15/02/1976

sábado, 17 de setembro de 2011

Uma resposta

















Paisagem bonita
De telhado colonial,
Cobertor de musgo,
Som de berimbau.
Do portal colonial
Sai uma moça
Pensativa, apreensiva...,
Que olha o vento,
Que escuta o tempo.
O portal importante colonial
Vê a moça
Olhar o vento,
Escutar o tempo.
Fica imparcial,
No íntimo chora,
Tem pena da moça,
Que procura
No tempo e no vento
Resposta para seu sofrimento!

Concita
06/04/1977

É pena














É pena eu ter que dormir,                       
Quando as sombras da noite
Encontram-se e falam entre si.
Quando as árvores escuras
Estão alegres e dançam com o vento.
Quando um cão late e outro responde...
É pena eu ter que dormir,
Quando um carro dentro de noite
Produz uma onda sonora.
Quando uma coruja branca faz um apelo
Que sinto ser a humanidade inteira.
É pena eu ter que dormir,
Quando sinto a alma tão leve,
Quando na noite tudo é vida...


Concita
06/08/1979

Publicada originalmente em: http://academiacearense.blogspot.com/2011/09/poesia.html

Chuva... gotas... alegria...

Chovia...
Caiam gotas de alegria,
As gotas de alegria corriam,
Descendo a ladeira, sumiam,
Deixando-me triste,
Sozinha...
Vinha o sol com raios
De alegria.
Eu não os recebia,
Estava correndo atrás
Da chuva, das gotas, da alegria...

Concita
31/04/1997

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Etapas

Fonte: http://www.pasarlascanutas.com/
















O botão da rosa                                                     
Fechado,
Concentrado
Em si mesmo,
É meditação.
A rosa desabrochada
Aberta para o vento,
Aberta para o tempo,
É contemplação.
Quando a rosa
Perde o vigor,
E fenece,
É sublimação!

Concita
07/09/2011

Opção

Eu pensei ser as margens do rio,
Para mostrar aos meus filhos o caminho.
Eu pensei ser o leito do rio,
Para mostrar aos meus filhos o caminho.
Depois eu pensei que meus filhos fossem o rio,
Fazendo cada um o seu caminho!

Concita
11/08/1985
















Rio Cocó, Fortaleza (foto de Luiz Almeida) Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/fotoglobo/posts/2010/01/10/parque-ecologico-do-coco-256294.asp

domingo, 21 de agosto de 2011

Eu queria...
















Eu queria viajar
Na estratosfera,
Não dentro de uma esfera,
Livre!
Eu queria viajar,
Não com asas presas a mim,
Livre!
Eu queria viajar,
Não com caminhos a seguir,
Livre!
Eu queria viajar
Na estratosfera...


Concita
17/03/1990

Eu vejo...



Eu vejo o meu país
Sem paz.
O meu país
Que teve pais
Tão desiguais,
Poderia
De cada um deles
Ter absorvido
Lições especiais.
E hoje seria
Um país de paz!

Concita
17/08/2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Carrossel

Carrossel mundo,
Mundo carrossel,
Girando e levando
Todas as raças.
Carrossel mundo,
Metade iluminado,
Metade apagado.
O lado iluminado
Será mais festivo
Que o lado apagado?
O lado apagado
Terá mais riqueza
Que o lado iluminado?
Que força faz girar
Esse imenso carrossel?

Concita
11/01/1982

domingo, 7 de agosto de 2011

Exército de flores

Um exército de flores
Vagava no deserto.
Depois de vencido pela ventania,
Voava com o vento
Calor já não sentia...

Um exército de flores
Que marchava no nada,
Do nada tirava sua sabedoria.
Pensava na igualdade mundial das flores,
Que simplesmente são flores!

Concita
27/07/2011


















 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Metamorfose


A borboleta ligeira
Que vive a voar,
Um dia foi lagarta
Vivia a rastejar.

Concita
30/03/1976

Riqueza

Uma garrafa,
O brilho de criança,
A bondade de um ancião,
O som da madrugada,
O afago de um irmão,
O ouro do entardecer,
A grandeza do"dar-se as maõs",
O envolvimento do orvalho,
Tudo isso contido
Dentro de uma garrafa.

Concita
04/02/1978

domingo, 17 de julho de 2011

Gente grande

Cavalo de pau,
Menino brincando
E vivendo a ilusão
Que é forte, é herói.
A brincadeira acaba
E não o abala.
Com gente grande,
Quando a ilusão acaba
No seu lugar
Fica uma decepção...

Concita
30/01/1977

Resultado

Triste da pomba
Que atingida,
Sangra, se debate, se agita...
Quando o sangue estanca,
Sara a ferida.
Pode voar e voa,
Levando consigo
A marca recebida.
 
Concita
02/09/1977

sábado, 9 de julho de 2011

Procura

Um grito de desespero 
É lançado no infinito
Em forma de espiral.
Espera ser ouvido
Pelo espaço.
Procura o eco,
Não ouve o eco.
Procura resposta,
Não ouve resposta.
Toma a forma de flecha
E volta à terra
Em queda vertical,
É tragado eliminado.
Foi tão loge, voltou,
Resposta não encontrou.

Concita21/02/1977

sábado, 2 de julho de 2011

Superação


Transparente quero ser,
Desenvolver
Ao ponto de brincar
Com as abelhas,
Com os marinbomdos
Dialogar,
Admirar as serpentes,
Em vez de repugnar.
Purificar meus pensamentos,
Elevar meu espírito,
Isso hei de alcançar,
Para na hora de partir,
Poder me fragmentar,
De forma que os fragmentos,
Alguém possa alcançar...

Concita
12/02/1978


Mágoa

Mágoa
Se lava
Com água
Cristalina
De origem
Divina.
Assim lavada,
A alma
Sem mágoa,
No final,
É cristal...


Concita
16/03/2011

sábado, 25 de junho de 2011

Tecelagem










Tecelagem
Dos segundos
Tecendo minutos.
Tecelagem
Dos minutos
Tecendo horas.
Tecelagem
Das horas
Tecendo dias
Tecelagem
Dos dias
Tecendo o tempo.
Tecelagem do tempo
Tecendo a vida
Tecelagem
Da vida
Tecendo acontecimentos
Tecelagem
Dos acontecimentos
Tecendo
Tristezas e alegrias.
Tecelagem
Das tristezas e alegrias.
Tecendo marcas
Tecelagem
Das marcas
Tecendo,
Marcando
A gente.

Concita
20/03/76

domingo, 12 de junho de 2011

Diferentes portas
















Uma porta que se abre
Parece que deixa
A verdade passar...
Uma porta que se fecha
Parece uma queixa
Por ter que silenciar...
Silenciar a verdade,
Que talvez fosse ajudar,
Alguém que cansado está
De a verdade procurar.

Concita
06/09/76

Anoitecer

Gosto do anoitecer,
Fico vendo o sol
Desaparecer.
Gosto do anoitecer,
Fico vendo as estrelas
Uma a uma
Aparecer.
Gosto do anoitecer,
Fico esperando a noite
Tudo e a todos
Envolver,
Com seu manto suave,
Querendo tudo e a todos
Proteger...

Concita
28/08/1976



sábado, 28 de maio de 2011

Papoula vermelha

A papoula vermelha                                 
Só tem um dia
De esplendor,
É como uma alegria,
Que chegou
E logo acabou!

Concita
25/03/1976        
             

A folha amarela

O vento castiga
A folha amarela.
A chuva castiga
A folha amarela.
O sol castiga
A folha amarela.
Como sofre,
A folha amarela!

Concita
25/03/1976

domingo, 15 de maio de 2011

A Beleza da vida

















A sirene
Que grita
E apita
É como a beleza
Da vida,
Que grita
E apita,
Para que todos
Possam notar,
Que a vida
É bela
E se deve
Aproveitar.
Aproveitar
A vida
Não é gozar...
É fazer com que
Os outros
Possam sua sirene
Apitar
E assim,
A beleza da vida
Encontrar.

Concita
11/05/1976

Autencidade

E a risada estourou nos ares
E o trovão sorriu nos lares
E as pessoas se amaram...
E o riso terminou
E o trovão findou.
O silêncio chegou
A todos abraçou,
A todos uniu
E o verdadeiro amor reinou.

Concita
5/08/1978

sábado, 7 de maio de 2011

Conciliação






















O Sol entre estrelas                                                          
E punhais,
A nuvem sem voar
Jamais,
Conseguiram unir
O lógico ao ilógico,
O encanto ao desencanto,
Tudo entre estrelas e punhais!

Concita
31/03/1988

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