domingo, 29 de março de 2026

Mais e menos

As estrelas,
Umas brilham mais,
Outras menos.
As flores,
Umas exalam mais perfume.
Outras menos.
As flores estão na terra,
As estrelas no firmamento.
Se todas fossem iguais,
Em brilho e em perfume,
Não haveria o espaço
Para a nossa admiração.
Pois entre o chão e a terra,
Entre o mais e o menos,
Faz-se o equilíbrio do mundo.












Concita
07/09/1977

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gosto do verdadeiro


Gosto do que
É verdadeiro.
Acho a vida
Bela,
Mas, com todos
Seus temperos...
Os temperos
Se combinam
E dão bom
Paladar.
Quem não os sabe
Combinar,
Nunca acerta
A temperar.

Concita
03/08/1976

sábado, 14 de março de 2026

Esperança

A semente
Está escondida
No chão,
Terra por cima
Ninguém vê.
De repente,
Começa
A aparecer
Um pendão
Saindo
Do chão.
A planta
Começa
A viver.
Esperança
É semente.
Bote no chão,
Alimente,
Espere
Brotar
O pendão.


Concita
06/04/1976

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Imagem verdadeira

Um monumento diferente

Devemos construir.

Mão parada, entreaberta,

Deixando uma pomba fugir.

Voando liberta a sorrir.

Um monumento diferente

Cada um deve construir,

Da imagem verdadeira,

Da imagem te si.

Deixando o seu Eu

Viver, voar, sorrir...


Publicada, originalmente, no livro Poesia do Meu Jeito. 

Concita

24/01/1978

sábado, 27 de dezembro de 2025

A Beleza da vida


A sirene
Que grita
E apita
É como a alegria
Da vida,
Que grita
E apita
Para que todos
Possam notar
Que a vida
É bela
E se deve
Aproveitar.
Aproveitar
A vida,
Não é gozar...
É fazer com que
Os outros
Possam sua sirene
Apitar
E assim,
A beleza da vida
Encontrar.

Concita
11/05/1976

Publicada, originalmente, no livro "Poesia do Meu Jeito".

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Mensagem de Natal

Eu vi, eu senti.
O milagre da flor nascida na pedra...

MCF

Esta foi a mensagem de Natal de 2025 para a minha família, desta vez registrada em um singelo bloco para anotações.

A mensagem é parte de uma poesia minha, publicada em 2024, no livro "Poesia do Meu Jeito."

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Força e poder

No alto da serra
Nasce um fio d’água
Fino, brilhante,
Que vai descendo,
Cantando e lavando a terra.
Passa por pedras,
Caminhos escuros e claros.
Chega embaixo
E corre como riacho.
De riacho, passa a rio.
Rio com curvas e cachoeiras,
Que anda e avança
Até o mar encontrar.
Junta-se a ele e segue,
Para formar uma grande
Massa, forte e poderosa.

Concita
10/01/1976

Publicada originalmente no Livro Poesia do meu jeito.

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